Sinais neurais
Neurônios produzem atividade elétrica. Eletrodos próximos a eles conseguem registrar padrões ligados, por exemplo, à intenção de movimento.
A Neuralink desenvolve interfaces cérebro-computador implantáveis. A proposta é captar sinais neurais, interpretá-los por software e transformá-los em comandos para dispositivos externos.
Uma interface cérebro-computador, ou BCI, registra sinais do cérebro e utiliza algoritmos para convertê-los em ações compreensíveis por máquinas.
Neurônios produzem atividade elétrica. Eletrodos próximos a eles conseguem registrar padrões ligados, por exemplo, à intenção de movimento.
O software analisa os sinais captados e aprende a relacioná-los a comandos como mover um cursor, selecionar ou digitar.
O objetivo inicial é ajudar pessoas com paralisia a controlar computadores, celulares e outros dispositivos usando a intenção de movimento.
A solução combina componentes implantáveis, cirurgia robótica, comunicação sem fio e algoritmos de interpretação neural.
Segundo a Neuralink, o implante possui 1.024 eletrodos distribuídos por 64 fios flexíveis, mais finos que um cabelo humano.
Os fios são delicados demais para inserção manual. O robô foi criado para posicioná-los com precisão em áreas selecionadas do cérebro.
Recebe os dados transmitidos pelo implante e traduz padrões neurais em ações, como o movimento de um cursor em uma tela.
Em uma visão simplificada, a tecnologia segue quatro etapas, do registro da atividade cerebral ao comando digital.
Os eletrodos implantados próximos aos neurônios registram sua atividade elétrica.
O implante processa e envia os sinais sem fio para um dispositivo externo.
O software identifica padrões associados à intenção de realizar determinado movimento.
O padrão interpretado se torna um comando para cursor, teclado ou dispositivo assistivo.
O implante não é um produto de uso geral. Ele está sendo avaliado em estudos clínicos que analisam segurança e funcionamento inicial.
O estudo começou avaliando o N1 Implant e o robô R1, com o objetivo inicial de permitir que pessoas com paralisia controlem dispositivos pelo pensamento.
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